quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Actualíssimo. «Quantos seremos?»

Quantos seremos?
Não sei quantos seremos, mas que importa?!
Um só que fosse, e já valia a pena
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!

Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.

E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.

1 comentário:

Joalex Henry disse...

Não importa quantos seremos, mas sim o que somos e o que valemos!
O que importa, sim, é acabar com a mentira, que assola os nossos tempos!
Saudações.
José Alexandre